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sábado, 2 de outubro de 2010

A Força do Arco-Íris

Os anos em que vivemos são produtos dos atos cometidos por gerações antigas, algumas vezes, retrógradas demais, entretanto, se há algo à se orgulhar  nessa nossa geração, a Y, é a miscigenação de culturas e a maior aceitação das diferenças que constituem nossa sociedade.
 Nos dias que sucederam 30 de setembro, ele se encontrava cada vez mais apaixonado e, consequentemente, ferido, pois, além da dor da mentira para com os pais, ele nunca contara a ninguém sobre sua homossexualidade, ele não conseguira conquistar o coração de seu amado. Talvez os " eu te amo ", que tantas vezes ele declarou  à sua paixão não foram muito úteis, aliás, afastava cada vez mais esse indivíduo de sua vida. Mas o que seria de sua vida sem ele ? Provávelmente não haveria vida, todavia, já não existia vida, pois não havia o que desatasse os nós das correias que o prendiam à esse amor.
 Mas ele fora flechado pela razão ao ouvir as palavras de um sábio. Ele sabia que não podia continuar como estava, sabia que deveria continuar, mas não há caminhos para um apaixonado que não seja o caminho do amor. Se a escrita é difícil de discernir, quão mais será os sentimentos daquele que chora por buscar a felicidade, daquele que não consegue ser verdadeiro com os pais, pois assumir nessa altura, era banhar com água fria todos os sonhos dos genitores e envergonhá-los. Mas, amar é envergonhar ? Não. Amar é o mais puro dos sentimentos que nem todos apreciam, ou simplesmente, brincam com ele como se fosse um potinho de massinha de modelar, que você modela da sua maneira e depois de satisfeito, o guarda, todo embolado e misturado. Amar é com certeza maior que tudo e todos, não sabemos como transcrever esse sentimento, mas sabemos sentí-lo.
 Talvez seja esse o motivo que o faz se mover, a sua vida fora pincelada para ser feliz e se há alguns traços cinzas em suas características, é para nos mostrar que por mais que lapidemos o diamante, ou colhemos a mais vermelha das rosas, sempre haverá fissuras, ou espinhos que devem ser retirados e tratados, ou seja, devemos buscar a perfeição em tudo. Essa sim é a força que faz com que ele caminhe para a frente. A força que o move em todas as circunstâncias e que permite que ele não se entregue a morte. A força do Arco-Íris, não deve ser banalizada pelo nome que tem, e em sentido conotativo deve ser vista como a fonte da vida, um Deus que rege nossas vidas e que, se entregarmos nossas aspirações à ele, ele nos auxiliará em nossos atos.
 Um homem não deve ser tratado pelos seus gostos ou aparências e sim, pela sua índole, essa é a força encontrada pela nossa personagem. Esse é o caminho. O caminho do respeito.

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